Conheça os Insetos Xilófagos: Os Devoradores de Madeira!

Existem vários agentes biológicos que originam a deterioração da madeira e, os que mais se destacam aqui na Região Autónoma da Madeira, são os denominados insetos xilófagos. Estes organismos alimentam-se dos principais componentes da madeira, originando danos e perdas a patrimónios habitacionais e históricos.
Os xilófagos devoram todos os tipos de madeira, embora as menos afetadas pelas térmitas sejam as de origem exótica mais duras (Maçaranduba, Tacula, Jatobá) e a exemplo das mais afetadas, encontram-se as madeiras resinosas (Pinho, Criptoméria).
A madeira pode ser degradada por diferentes agentes biológicos, incluindo insetos, fungos, bactérias e organismos marinhos. Térmitas e caruncho são insetos; fungos e bactérias não o são. Nos insetos que atacam a madeira, o desenvolvimento varia com a espécie e as condições do material, pelo que não existe um único intervalo de ciclo de vida aplicável a todo este conjunto. (USDA Forest Products Laboratory.)
As condições favoráveis variam com o organismo. A térmita de madeira seca pode instalar-se através de pequenas aberturas na madeira e viver sem contacto com o solo ou uma fonte externa de água. Também pode ser transportada em peças de madeira infestadas. Assim, madeira aparentemente seca e pisos superiores não estão isentos de risco. (UF/IFAS, Universidade da Flórida.)
Na Região Autónoma da Madeira existem, até à data, 2 espécies de térmitas, embora a que detém mais importância será certamente a térmita de madeira seca, que ataca as nossas habitações. Ela é cientificamente conhecida como Cryptotermes Brevis (formiga-branca). Esta praga costuma ser “invisível” e pouco detetável, mas deixa vestígios evidentes da sua ocupação nas nossas casas.
Abaixo encontre cinco sinais que podem ajudá-lo a identificar a presença de uma infestação de formiga-branca:
1. Barulhos, especialmente durante à noite – Muitas vezes, em locais infestados, poderá ser audível um som caraterístico da presença destes insetos no interior das madeiras, logo, um dos meios de deteção poderá ser realizado através de equipamento de monitorização de ruído, na área interna das estruturas;
2. Estruturas frágeis – Quando há infestação de Formiga Branca, geralmente nota-se sinais de deterioração nos rodapés, molduras e fechaduras de portas. Este é o primeiro sinal evidente aos nossos olhos;
3. Fissuras – As fissuras podem ser um sinal de danos à integridade estrutural como resultado de danos causados por térmitas;
4. Presença de asas – Asas acumuladas junto de janelas, mobiliário ou claraboias, sobretudo na época de enxameação, podem ser um indício de térmitas. Por si só, não determinam a origem, a idade nem a extensão de uma infestação; estes pontos exigem inspeção (UC IPM);
5. Depósitos de excrementos fecais – A presença de montículos de dejetos (granulado) que se acumulam nos soalhos, debaixo dos móveis, junto de rodapés etc.
É importante diferenciar os dejetos das térmitas dos indícios do caruncho. Enquanto este último se denuncia pela presença de um pó tipo farelo, o granulado dos dejetos das térmitas assemelha-se mais a grãos de açúcar.

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