Cuidados com o bolor: riscos à saúde e métodos eficazes de eliminação

Antes de limpar bolor numa parede, junta ou revestimento, avalie o material, a área afetada e a origem da humidade. Este guia reúne os cuidados de limpeza e as situações em que é aconselhável pedir apoio profissional.
Mas antes de limpar o bolor da sua casa, perceba como o mesmo se forma, de modo a não o ter de volta, ou pelo menos evitá-lo. Resolver a causa e eliminar o problema pela raiz é o melhor a fazer.
O que são bolores?
Os bolores são fungos que podem desenvolver-se em materiais e superfícies com humidade.
Estes organismos se proliferam em locais húmidos, com pouco arejamento e com pouca luz e podem reproduzir-se formando esporos que, por serem extremamente pequenos e leves, podem permanecer no ar por longos períodos e serem deslocados por grandes distâncias.
A presença de esporos no ambiente é comum. O controlo do crescimento do bolor depende sobretudo de corrigir a humidade que o favorece.
Se a fonte de humidade persistir, o bolor pode voltar a crescer depois da limpeza. Remover o bolor visível e corrigir a causa são medidas complementares.
O bolor é um organismo muito adaptável e cresce em todas as superfícies onde a humidade se acumula, tendo especial apetência por locais onde se acumula detritos, como juntas de silicone, cantos do teto e juntas de azulejos.
Ou seja, todos aqueles lugares difíceis de limpar e de difícil acesso. Uma limpeza metódica e aprofundada pode ajudar a eliminar os resíduos desses locais, evitando a propagação dos fungos.
A presença de cortinas de chuveiro e toalhas molhadas também ajudam a aumentar os níveis de humidade criando condições propícias ao aparecimento de bolores.
O nosso conselho é lavar e substituir frequentemente as cortinas do chuveiro e imediatamente após o seu uso remover as toalhas molhadas.
É importante ter uma boa ventilação na casa de banho para reduzir o nível de humidade, evitando o aparecimento de bolores.
Quais as causas?
Existem vários fatores que beneficiam a proliferação de fungos e bolores, tais como: níveis de humidade elevados, falta de ventilação e a falta de exposição solar.
A humidade relativa deve ser acompanhada, mas 55% não é um limiar universal de condensação. A EPA recomenda mantê-la abaixo de 60% e, se possível, entre 30% e 50%. Também é necessário verificar infiltrações, ventilação e superfícies frias. (EPA — humidade e bolor.)
Se limpar uma parede com o mesmo pano e mesma água, a limpeza será ineficiente, pois acabará por espalhar os bolores pela superfície ao invés de eliminá-los. Além do que já foi referido, é também importante analisar os materiais utilizados e, eventualmente, atentar às falhas estruturais, como fissuras na parede que podem beneficiar o aparecimento destes organismos.
A utilização de tintas inadequadas e existência de infiltrações resultantes de danos estruturais da canalização ou mesmo a falta de isolamento das paredes e tetos também são considerados fatores que promovem o aparecimento dos bolores.
Qual o impacto?
A exposição a ambientes húmidos com bolor pode provocar irritação, sintomas alérgicos ou agravar a asma; os efeitos variam entre pessoas. Pessoas com imunidade diminuída ou certas doenças pulmonares podem ter maior risco de complicações. Perante sintomas ou dúvidas de saúde, procure aconselhamento clínico. (CDC — bolor e saúde.)
A solução!
Antes da limpeza do bolor, é importante analisar as causas do seu aparecimento e corrigi-las. Se estas falhas não forem eliminadas, o problema nunca estará resolvido.
A escolha do produto deve atender à superfície e às instruções do fabricante. Consulte também os critérios para comparar produtos de limpeza.
A solução passa principalmente pela prevenção, ou seja, a manutenção dos níveis de humidade através de uma ventilação adequada, o uso de tintas antifúngicas nas zonas mais suscetíveis e a devida manutenção das estruturas e revestimentos das paredes e mobiliário.
Em pequenas áreas de superfícies duras, a EPA descreve a limpeza com detergente e água, seguida de secagem completa. Materiais porosos afetados podem exigir substituição. A escolha do método depende da superfície e da extensão do problema. (EPA — limpeza de bolor.)
Se for utilizado um produto de limpeza ou desinfetante, siga o rótulo e use a proteção indicada. Não aumente a concentração por iniciativa própria e nunca misture lixívia com outros produtos. Mantenha o espaço ventilado. (CDC — precauções de limpeza.)
Use utensílios adequados ao material e evite expor-se ao bolor durante a limpeza. Se houver dúvidas sobre a superfície, materiais frágeis ou contaminação oculta, peça avaliação a um profissional com experiência.
Conclua a limpeza de acordo com as instruções do produto e deixe os materiais secar completamente. Verifique depois se persistem sinais de humidade ou reaparecimento do bolor.
A alternância de biocidas não substitui o controlo da humidade. A EPA não recomenda o uso rotineiro de lixívia na limpeza de bolor; situações específicas exigem avaliação profissional. Se o problema for extenso, recorrente ou estiver associado a água contaminada, procure apoio especializado. (EPA — bolor e biocidas.)
Solicite a assistência de um dos nossos consultores para uma avaliação personalizada e adequada.
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Boas Limpezas!


